mudança de ventos
de prosa, arte e vida


Segunda-feira, Dezembro 07, 2009


do verbo indizível


difícil foi muito difícil. viver comer beber correr dormir sentir um treco doido no peito tremer temer perder ruir como edifício no meio de um terremoto por ver elise pressentir elise querer ter elise ser elise ouvir für elise fodendo elise perder-me sem fim em elise e depois perceber o desprezo nos olhos de elise por só lhe dizer te quero bem te quero muito muito bem sem conseguir dizer em bom português o que em inglês se diz i love you. e morrer tendo perdido elise por puro pejo de dizer um verbo fútil. hoje morto o tempo todo penso e repenso e relembro e sofro e choro feito estivesse vivo. sem jeito de me redimir digo e redigo sem medo de me repetir: perdi elise por ter sido estúpido pretensioso inconseqüente e tolo ou melhor por ter sido burro muito muito burro como só eu sempre soube ser. ( pior mesmo só ter posto veneno de cupim no omelete como se fosse gergelim...)



Márcia Maia


MM, 18:44#

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